julho 28, 2011

No País dos "roncadores" - Montar a barraca #2

"Ah e tal eu não ressono... Pelo menos ainda ninguém se queixou"... Tivesse eu notas de euro quantas as vezes que já ouvi isto e não estaria a contar cêntimos, certamente. Mas a propósito de ressonar, queixo-me eu: Vivemos num país de gajos que ressonam. Aliás, pelo que se ouve, o problema português é bastante mais sonante do que a questão da dívida pública. Esta é a primeira grande constatação desta minha experiência familiar de campista. Tenda sim, tenda sim, há pelo menos um "roncador". Ou será que se diz roncante? Talvez roncolho?

julho 25, 2011

Daqui "Zambujêra" - Montar a barraca #1

Alô pessoal, daqui "Zambujêra". A tenda já está montada e ainda não caiu. Os putos dormem que nem uns calhaus (Deus os conserve assim até pelo menos às 8.00 horas da matina - parece que no campismo não se dorme até tarde. Do mal o menos pois lá por casa também não). Tá tudo a correr bem, lindamente até. Só não é perfeito porque a vizinhança NÃO SE CALA. Pior para eles pois se acordam o mini-prato (o mais novo, porque a outra é a meia dose) vão ver o que é bom para a tosse.
Giro giro foi explicar à Mada que ia dormir numa tenda na rua, já que ela insistia em dizer que sim à tenda, mas dentro de uma casa. Num quintal, portanto. Explicámos que o quintal é um pouco maior e alberga um número amplo de malucos. Que não. À chegada ao Zmar, achou que os balneários eram um sítio bom para ser casa de férias. Na verdade era a única coisa com paredes, ainda que de madeira, que os seus pequenos grandes olhos conseguiam alcançar. «Mãe eu quero ir ali para aquela casa de férias». Depois a coisa compôs-se. Não há nada que uns mergulhos na piscina não resolvam.
Amanhã há mais. Inté.

julho 24, 2011

"Life" is a loosing game...

... A vida é um jogo perdido. A verdade verdadinha é que ninguém por cá fica, fisicamente. Por mais que às vezes algumas pessoas pensem e ajam como se vivessem para sempre - mas isso não importa aqui.
Por mais que saibamos que a vida é um jogo perdido, sempre, no sentido em que ninguém finta a morte, jamais, há coisas que não fazem sentido. E seguramente não faz sentido ouvir da morte de alguém jovem e ao invés de pensar que partiu muito cedo, acabar a pensar como terá conseguido resistir até aos 27 anos. Foi assim com Winehouse. O jogo da vida jogado por Amy Winehouse era tão dramaticamente perigoso, que o seu desaparecimento não causa estranheza, não choca, na medida em que não surpreende.
Amy cantou o amor, o sexo... cantou a vida, a sua vida, e cantou a morte, a sua morte. Fê-lo de cada vez que entoou palavras como drogas ou reabilitação e a forma como sempre recusou lutar genuinamente... Amy assumiu algumas batalhas mas com a escassa convicção de quem na verdade não acredita ou talvez sequer deseje deixar de viver cada dia como se fosse o último - quase que forçando cada dia a ser o último - e invariavelmente acabou sempre no limiar da vida. Até ao dia em que o seu corpo desistiu. O último dia chegou. Amy partiu. As lágrimas, essas, secarão por si próprias... Fica o seu talento marcado numa voz única e inesquecível. Fica também a imagem que quisermos guardar de Amy. Para mim, quer a música, quer a imagem, estão escolhidas... como se Amy tivesse sempre permanecido assim...

Amy Winehouse)

"Amy, Amy, Amy"... Do primeiro álbum, AQUI.

julho 21, 2011

That's what I need...

Estamos em época de saldos, estou substancialmente mais magra e, por conseguinte, com cada vez menos roupa que me sirva convenientemente... Logo:

É disto aqui que preciso!

Se for em "éros" também não é pior...

julho 20, 2011

Da boca para fora #3: O que se pensa e o que se diz - A diferença...

Ana Salazar: "Ninguém diz que tenho 70 anos"



É usar o método do carbono 14 e fica desvendado o mistério!


By éSe

Será que querem dizer-me alguma coisa...

Não sei o que se passa com a minha família e amigos que desde que lhes disse que ia acampar uma semana com os putos (1 e 4 anos) olham para mim com um ar de... terror! Será que querem dizer-me alguma coisa?!

julho 19, 2011

Ah e tal...

Não quero falar sobre isso... OK? Ou melhor, sobre parte disso. Posso adiantar que adelgacei substancialmente e estou a apenas 4 míseros quilinhos do «ah e tal assim já tá bom». Só que à conta das duas horas semanais de elíptica e de spinning, a balança não mexeu grande coisa... Diz que estou a ganhar massa muscular! Assunto encerrado.

éRe anda ocupada...


Mas creio que compreendem a minha falta de tempo...

julho 18, 2011

Trocado por miúdos #4: E agora sem dentes...

Mada sobre o fenómeno da falta de dentes (de leite) na infância: «Ó mãe quando é que os meus dentes se partem?»... «Filha os dentes caem por volta dos seis anos!»... Mada: «E ainda falta muito para os meus dentes se partirem?»

By éSe

Tentativa de assalto em Sintra

É certo que entrámos lá de livre e expontânea vontade... É certo que ninguém nos obriou a sentar! Mas também julgo que ninguém me desmentirá se disser que ter na lista do café/bar whatever no centro de Sintra café expresso normal como as coisas mais normais a 1,90€ pode ser considerado um assalto. No nosso caso, ficou pela tentativa de assalto dado que não papamos grupos destes a não ser na auto-estrada quando não temos por onde fugir dos assaltantes que operam nas estações de serviço. E saímos sem consumir!

julho 15, 2011

Quem tem uma mãe assim não precisa de comer bolo de iogurte!

Festa de arromba quarta-feira, no aniversário de éSe. O evento reuniu cerca de sete pessoas, com a própria incluída. Contra todas as expectativas, não havia bolo de iogurte, porque a mamã de éSe fez uma surpresa de maçã:


Informo também que não sobrou nada... 

julho 14, 2011

Ontem foi assim...

Há lá coisa melhor do que passar o dia de aniversário na cadeira do dentista? O que era suposto ser rotina acabou em brocas (de perfurar dentes) e anestesia, não necessariamente por esta ordem. E pasme-se, voltei a adormecer enquanto fazia o tratamento. De vez em quando lá ouvia: «éSe abra a boca por favor»! Mas também quem é que marca uma consulta no dentista no dia de anos? Dah!

E se um desconhecido... lhe der os parabéns?

Isso é... Facebook.


É esta mania que tenho de que amigo do meu amigo é meu amigo também. E gosto!

julho 12, 2011

De blogue para blogue #1

Aqui a boa da éSe passou uma manhã muito difícil à conta da Pólo Norte que se apresentou no Quadripolaridades a dizer que ah e tal «Ai, é segunda-feira e os restaurantes estão quase todos fechados» e mais não sei o quê... vai daí a Pólo manda-se a uma picanha de babar.  éSe salivou até não poder mais, a sonhar com a picanha da Mercearia Vencedora... Só que ir a Cascais almoçar estava, digamos, fora de rota. Por isso éSe foi almoçar com uma das suas comadres ao "não sei o quê gourmet" do Forum Sintra (coisa boa que éSe circula nas mais altas esferas da "fast food"), muito pertinho do cabeleireiro de nome francês (sim amigas, francês: Jean Pierre Vien Ici ou lá como era) onde passou para pôr o seu ar mais lambido antes de entrar em estágio para a grande festa do seu próprio aniversário. A propósito, qual é a probabilidade de entrarem num cabeleireiro no Forum Sintra e estarem lá duas clientes apenas e ambas fazerem anos no mesmo dia? Resposta certa: é grande, porque aconteceu isso hoje com éSe e a éSe acontecem coisas bastante prováveis. 
Ainda no que toca ao aniversário, éSe está indecisa quanto ao tema da festa, pelo que se aceitam sugestões. Se optarem por cores, talvez dispense o castanho... É cor que não cheira a festa. Quanto ao resto, o mais certo é comprar um bolo de iogurte para soprar as velas com os "piquenos" e os "seniores" depois de levar a criançada a comer um "happy meal". 

Voltando ao almoço e para além da conversa de comadres, calhou isto à mesa:

   

Ora ao pé do repasto da Pólo... é um gourmet muito fraquinho. éSe ficou quase na mesma... a babar pela picanha da Mercearia de Cascais. E só pensava:


Agora, sim, cara Pólo, umas palavrinhas em particular. Não fique triste pela diferente perspectiva do amor à Ursa exposta neste cartaz... Em casa da éSe recorre-se muito ao ditado «diz-me o que comes e saberei quem és». Talvez o ditado não exista de verdade, mas fica bem colocar uma citação entre aspas porque o que outros disseram tem sempre mais importância do que algo inventado por nós. Dá um ar letrado a qualquer texto. Voltando ao ditado, a comer dessa maneira a Pólo é certamente uma óptima pessoa e em casa da éSe gosta-se de boas pessoas... De facto éSe tem o coração grande e gosta da Pólo, porque gosta, mas o seu estômago é ainda maior...


By éSe

P'ró aniversário o meu presente eu quero que seja...

... um cheque chorudo!

éSe está quase a fazer aninhos e está na expectativa de que a Santa Casa da Misericórdia se lembre de si e lhe dê hoje uma lembrancinha de alguns milhões de euros.


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Um caranguejo fartinho de andar para trás em matéria de economia e finanças

julho 11, 2011

Acontecimento nacional

Afinal estive num evento de interesse nacional, que fez capa em dois jornais diários, e não sabia...

Sou mesmo importante... Não posso ir a lado nenhum. Pena é que se faça tão mau jornalismo em Portugal porque só falam numa tal de Rita Pereira ou não sei o quê... e eu ali tão magra!
Mas ainda a propósito do referido desfile super importante só tenho uma coisa a dizer: Quando for grande quero ser como a Carla Matadinho!

Falta de adjectivação...

O que dizer da revista Mariana que oferece um poster "com dedicatória" do falecido Angélico Vieira?




















Se encontrarem adjectivos aplicáveis, partilhem. Eu sinto-me com uma certa falta de adjectivação para este assunto...

Anda cá que eu não te faço mal...

Este fim-de-semana, a caminhada matinal foi feita com esta vista:


E a páginas tantas, na belíssima calçada portuguesa, isto:




É da minha vista ou isto poderia ter a seguinte legenda: "Antes que o tubarão te coma... anda cá que eu não te faço mal... " Deve ser a minha falta de sentido artístico a falar!

Da boca para fora #2: Mamas privativas...

As coisas que se dizem da boca para fora na imprensa nacional... Se não vejamos:




Patrícia Tavares (aqui retratada numa produção da FHM) disse ao Correio da Manhã: 


Ora digo eu, que de mamas percebo pouco... Não terá a moça querido antes dizer que "Topless só se tivesse mamas mesmo minhas", if you know what I mean...

By éSe

julho 08, 2011

Texto rápido...

Deve ser a isto que chamam texto rápido:
















Na verdade, há gente que escreve com a mesma facilidade com que vai à casa de banho... Tá bem que a vida do rapaz foi curta, mas um livro já? E, claro, pela módica quantia de 10 euros e picos... Best seller, aposto!

Falar a sério #1: Não é da morte que nascem as virtudes - Uma homenagem

Por momentos, a propagada consternação anónima – e de alguns sectores da política - pela morte de Maria José Nogueira Pinto fez-me pensar que estaríamos mais uma vez perante constatação da teoria lusa de que é da morte que nascem as virtudes. É bem português o espírito de consagrar qualidades a quem parte, daquelas que nunca lhe reconheceríamos em vida.
Perdoem-me se esta convicção muito minha revela falta de fé no ser humano, mas confesso que foi isto que pensei ao ler tantas mensagens de pesar pelo desaparecimento de Maria José. Não porque pense que a sua morte tivesse de ser irrelevante para a maioria dos seus concidadãos, pelo contrário. Mas a verdade verdadeira é que ao longo das batalhas que Nogueira Pinto travou na sua vida pública, nem sempre lhe foram remetidos tantos elogios (também pelo contrário).
Maria José Nogueira Pinto era uma mulher de muitas convicções, daquelas que no mundo e no tempo em que vivemos são, no mínimo, ousadas, embora repetidamente classificadas como conservadoras.
Maria José era católica, acreditava em Deus, vivia segundo os valores da Igreja… trilhava os caminhos de Cristo. E vivia isso sem qualquer pudor. Como deve ser. Maria José Nogueira Pinto era uma mulher de direita, o que, no sistema democrático português, é, no mínimo, considerado pouco democrático. E vivia isso sem qualquer hesitação.
Apesar de não ser moderno escolher a vida dos mais fracos em detrimento da nossa própria arbitrariedade, Maria José Nogueira Pinto fê-lo. E lutou por isso, como sempre lutou, de cara levantada, pelos princípios que nortearam com verdade toda a sua vida. Com verdade, repito, mas também com respeito por todos aqueles que pensavam de maneira diversa da sua. O inverso nem sempre aconteceu, como se os princípios de cada um – ou de alguns - fossem portadores de uma característica de exclusividade e obrigatoriedade, uma espécie de certificado de garantia de verdade absoluta. Maria José Nogueira Pinto viveu os seus princípios, integralmente, e ainda ousou ser patriota em Portugal. E ser português e patriota é quase crime de lesa pátria nos dias que correm.
Quero acreditar que as mensagens de pesar pela morte de Maria José são de facto a prova de que a justiça e a verdade não são conceitos indiferentes a todos e a cada um de nós, mas de facto não é isso que penso. Contra toda a Fé que se impõe na humanidade, julgo que a justiça do pesar por Maria José Nogueira Pinto chegou a alguns apenas da sua derradeira lição de vida. Como se a determinadas pessoas – só porque não se alinham por convenções de que se desconhecem os fundamentos - fosse exigido um esforço adicional, uma força quase desumana para que se lhes reconheça valor e dignidade.
Agora não é tempo de dissecar verdades, é certo… Até porque Maria José morreu e a cada vida que se perde exige-se união, misericórdia e pesar. Que a sua força e a persistência com que viveu até ao último sopro de vida possam fazer nascer em cada um nós, pelo menos, o sentido de pertença e de amor à Pátria que é nossa e ao Povo que somos… Para que nunca deixemos de lutar. E certamente nada nos faltará!

By éSe

julho 04, 2011

Peso Pesado caseiro #1 (ou mais)

Há quem goste tanto de nós, mas tanto, tanto, que não se canse de dizer coisas boas para nos ver ainda mais felizes... É o caso da pessoa que mais excitada está com a minha perda de peso nesta odisseia caseira do Peso Pesado que travamos por aqui... e que já começa a não ter palavras para tanto elogio. Da última vez que tentou gabar-me saiu: «Estás tão bem tão bem... Até pareces outra pessoa. Quem só te viu uma vez já não te conhece». Delicioso.

julho 03, 2011

Trocado por Miúdos #2: Cornos em saldos...

Ora pois que meti na minha linda cabecinha que haveria de ter uns sapatinhos leopardo... Digamos que era mesmo o que me faltava, depois das sabrinas zebra, para compor a minha personalidade de grandessíssimo animal... selvagem q.b.. Quando se me mete uma coisa na cabeça, é muito difícil retirá-la... Andei, andei e encontrei:


Quando os mostrei à minha filha, ela ficou radiante: "Que giros os teus... cornos". Cornos?!?! Leopardo tem cornos?! Enfim, coisas de crianças... Tanta excitação para chegar à conclusão que afinal comprei um belo par de cornos em saldos.

By éSe

julho 02, 2011

Opiniões...

Segundo o Sapo: «A felicidade num gesto - Foto@EPA/Bruno Bebert/Pool
Se há gestos que traduzem felicidade este é um deles, onde, a agora, Princesa do Mónaco, Charlene Wittstock, abraça o seu marido, o Príncipe Alberto do Mónaco, com visível ternura. Depois da união civil celebrada ontem, o casamento dos Príncipes do Mónaco termina hoje com a cerimónia religiosa e a boda.». Uma opinião que podem verificar aqui

Segundo éSe: A moça está contente (se eu fosse viver para o Mónaco também ficaria, embora ter de viver com os Grimaldi configurasse um certo sacrifício pois ando um bocado farta de malucos)... mas quanto ao Príncipe, parece que tem alguma coisa... digamos que... entalada!