Deve ser a isto que chamam texto rápido:
Na verdade, há gente que escreve com a mesma facilidade com que vai à casa de banho... Tá bem que a vida do rapaz foi curta, mas um livro já? E, claro, pela módica quantia de 10 euros e picos... Best seller, aposto!
1 comentário:
Vai ser, certamente, uma excelente literatura para aqueles momentos de "trono". É verdade que o rapaz morreu! Não resistiu ao brutal acidente de viação que sofreu. A geração "Morangos com Açúcar" já tem mais um mártir.
No entanto, a comunicação social, no meu entender, prestou um péssimo serviço. Ora então vejamos: mais ou menos na mesma altura morreu o empresário Salvador Caetano. É verdade que o senhor tinha 85 anos e estava doente, mas a histeria mediática à volta do desaparecimento do jovem artista Angélico Vieira, por contraste com a discrição da notícia da morte do empresário nos órgãos de informação dá-nos um excelente retrato da ordem de valores da sociedade actual. Por aqui se vê que um jovem cantor e actor é muito mais importante do que um homem que subiu na vida a pulso, construiu um império industrial, contribuiu para a produção da riqueza nacional e deu emprego a milhares de pessoas.
Por aqui se vê que para muita gente é mais importante uma novela de duvidosa qualidade, com adolescentes, do que construir fábricas, criar empregos no país e dar pão a inúmeras famílias. Apesar de tudo entendo muito bem a reacção dos adolescentes neste caso. A culpa desta inversão de valores nem sequer é deles. É da geração anterior, dos pais, que os educaram assim. Para a diversão e não para o trabalho.
Quando o Raúl Solnado morreu os telejornais não lhe dedicaram sequer metade do tempo que esbanjaram com este "fenómeno", durante pelo menos uma semana.
Ontem, morreu a Maria José Nogueira Pinto e os mesmos telejornais, apesar de alguns"directos", não deram, nem por sombras, o mesmo relevo à sua perda. Mas, isto não é outro fruto senão aquele que Portugal escolheu; o da comunicação cor-de-rosa que faz das mulheres fáceis do jet-set as heroínas dos nossos tempos; que faz dos futebolistas que não são capazes de distinguir um substantivo de um adjectivo os ídolos dos lares portugueses; que faz da banalidade e da superficialidade os grandes valores da nossa juventude. Esta é sociedade pós Big Brother, pós Morangos e pós Concursos de "talentos"!
Não vale a pena estudar ou trabalhar. O que compensa é aparecer na caixa mágica e nas páginas da Caras ou da Nova Gente. Isso sim, é obra!
Ainda bem que a Moodys só dá notas no plano económico financeiro. Se fizesse o mesmo no plano cultural e social... onde é que nós já íamos!
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