É verdade. Já pedi perdão. Já perdoei. Já fui solidária. Já me sentei ao lado de um amigo que sofria e chorei com ele. Já lutei pelos outros, com os outros... ao lado de outros. Já abdiquei para fazer sorrir, já chorei para não ver chorar.
Confesso. Já pensei mal de muitas pessoas, já senti inveja e já alimentei ódios de estimação. Já julguei os outros conhecendo-os ou até sem os conhecer. Já fiz juízos de pessoas pela aparência sem sequer cuidar de que por lá havia gente dentro. Já disse palavrões quando calhou a jeito e até quando não tinha jeito nenhum dizê-los.
É verdade. Já tomei para mim erros que não eram meus. Já fiz quilómetros para dar um abraço a quem precisava dele. Já calcorreei caminhos escuros, tortuosos e longínquos para pronunciar algumas palavras de conforto. Já saí da cama para limpar as lágrimas de quem precisava de as secar.
Confesso. Tenho uma tendência natural para aparvalhar. Gosto quando os outros se riem das idiotices que digo. Porque me diverte. Acho piada e faço piadas que a maioria das pessoas considera deselegantes, desadequadas ou inoportunas, apenas porque se convencionou que não fica bem rir das coisas sérias (e sobretudo das estupidamente sérias). Faço piadas com os outros, mas também comigo. Não gosto de um tipo de graçola específico. O meu sentido de humor é prostituto... vai com todos desde que renda umas boas gargalhadas...
Confesso. Já pequei por actos, pensamentos e omissões... Já menti. Já omiti. Já fui malvada. Já magoei com a certeza de que ia magoar e não recuei.
Confesso. Já me arrependi. É verdade. Já senti orgulho.
E sendo eu um ser humano tão (mas tão) imperfeito, continuo sem perceber por que razão Deus é sempre tão condescendente comigo! Tem sido sempre assim. E voltou a acontecer, hoje. Não foi desta que me saiu a fava, mas não vá Ele um dia distrair-se a olhar para o lado, o melhor é ir ali repensar a vida... Porque nem toda a gente teve outra oportunidade!
By éSe
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